quarta-feira, 22 de setembro de 2010

As espadas cruzadas de Meissen

 Esta é certamente a mais famosa marca de porcelanas, sujeita a falsificações    em toda a Europa, sobretudo durante o séc. XIX.  Há várias versões mas todas muito semelhantes.
No primeiro período de fabrico, primeira metade do séc. XVIII, utilizaram-se outras marcas em peças especiais: AR - Augustus Rex e KPM - Königliche Porzellan Manufaktur (Real Manufactura de Porcelana) sobre as espadas, a atestar a ligação ao poderoso eleitor da Saxónia.
Curiosamente também estas duas marcas foram falsificadas no séc. XIX, sendo a falsificação mais conhecida a da oficina de Dresden de Helena Wolfsohn, que utilizou o AR em muitas das suas peças até ser impedida de o fazer por uma acção movida pela fábrica de Meissen.



Este pires, em perfeito estado de conservação, é igual a um dos meus pequenos tesouros que foi comprado numa feira de rua em Viena de Áustria, por apenas 10 euros porque tem duas esbeiçadelas. A marca que tem no verso é a nº 5, a que tem uma estrela entre as espadas. Corresponde ao chamado período Marcolini  de finais do séc. XVIII.

                                 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Noite de estreia

Cá estou eu no mundo dos bloggers.

Aqui vou dar expressão aos meus gostos, opiniões e anseios, sobretudo quanto à necessidade de valorizar e preservar objectos e locais que hoje estão fora de moda ou já não cumprem a  função para que foram criados. São pedaços de história social, local ou nacional, testemunhos de vidas passadas cujo conhecimento ajuda a montar o puzzle da reconstituição histórica mais geral.
Gosto de arte, de artes plásticas e de artes decorativas, mas são sobretudo as artes decorativas, e destas a cerâmica nas suas variadas formas - faiança, porcelana, azulejaria- que me despertam interesse e paixão.
Os livros são outra paixão. O objecto livro em si, sobretudo o livro antigo, impresso ou manuscrito, tem para mim um encanto muito especial mas tem sido dolorosamente maltratado e destruído.
Também me dá muito prazer decifrar e transcrever textos manuscritos, como as Memórias Paroquiais de 1758, que a Torre do Tombo colocou online e assim se me torna fácil aceder-lhes.
Espero que este espaço virtual me permita a troca de conhecimentos com pessoas que tenham os mesmos gostos e interesses e que se dêem ao trabalho de ler e de comentar os meus textos.