A estância termal da Curia iniciou a actividade regular na primeira década do séc. XX, a partir da constituição da Sociedade das Águas da Curia , em 1902, para exploração dos seus aquíferos.
Os primeiros edifícios termais eram construções muito precárias, primeiro meros barracões de madeira, que aos poucos foram sendo substituídos por edifícios mais sólidos, até aos definitivos, que ainda hoje vemos e que, apesar das remodelações que alguns têm sofrido no seu interior, mantêm a traça original dos anos dez do séc. XX.
Nesta década e na seguinte, deu-se também o grande surto de construções hoteleiras na Curia, tendo o seu edifício mais emblemático, o Palace Hotel da Curia, sido concluído, após sucessivas ampliações, em 1926.
Percebe-se, assim, por esta cronologia, que a arquitectura destes edifícios tenha sofrido influência, quer da estética Arte Nova, quer da emergente Arte Deco. Embora não exista aqui um edifício tipicamente Arte Nova, como os que existem em Aveiro, por exemplo, encontram-se muitos elementos arquitectónicos que se filiam nesta corrente estética e artística e todo o complexo termal tem um ar muito Belle Époque.
O edifício da buvette, escrito à francesa, ostentando as datas de início e fim da obra, 1912-1914.
Varanda do edifício do Casino, agora desativado, sobre a colonnade, vendo-se rostos femininos como ornamento a sustentar mísulas
Portão da entrada principal do mesmo edifício com coleantes linhas orgânicas e motivos florais
Um dos dois vitrais que ladeiam o portão
Mostrarei outros edifícios da Curia, com elementos Arte Nova, em posts futuros com as mesmas etiquetas.





