Aqui na Bairrada é feriado municipal em vários concelhos, permitindo a participação das populações em festejos religiosos e profanos, entre eles as tradicionais romarias do Buçaco e do Buçaquinho, de que já aqui falei no ano passado.
No entanto, só ontem, domingo, tive oportunidade de ir com o meu neto de dois anos apanhar as flores e os verdes que compõem o raminho, achando que, mesmo com atraso, há que cumprir uma tradição que nos leva ao campo, ao ar livre, e transmiti-la aos nossos rebentos.
No entanto, só ontem, domingo, tive oportunidade de ir com o meu neto de dois anos apanhar as flores e os verdes que compõem o raminho, achando que, mesmo com atraso, há que cumprir uma tradição que nos leva ao campo, ao ar livre, e transmiti-la aos nossos rebentos.
Apanhámos uma pequena haste de oliveira, outra de alecrim, uma folha de videira, duas papoilas, dois malmequeres brancos, vários amarelos... e juntámos duas espigas secas que tinha cá em casa, uma vez que por aqui não há campos de trigo. Acho que não faltou nada do que é tradicional e tem uma simbologia própria: paz (oliveira), saúde (alecrim), alegria (videira), amor (papoila), ouro e prata (malmequeres) e pão ( espiga de trigo e de outros cereais).
Há um ano, assinalei aqui a data com pratos do modelo "espiga" de Sacavém, mas este ano escolhi um conjunto de louça, na maioria inglesa, que pela decoração me faz lembrar estes nossos ramos da espiga que ficam de prevenção durante todo o ano a partilhar com Santa Bárbara a missão de proteger os lares de raios e trovões, numa simpática parceria cristã-pagã...
Os dois pratos maiores e a chávena de café são de fabrico Wedgwood - os pratos em faiança fina tipo creamware e a chávena em porcelana. Só que a infeliz chaveninha estava há muito sem companhia e um dia destes apercebi-me que um pratinho Vista Alegre que por aí andava fazia com ela o par perfeito: raminho de flores nas mesmas tonalidades e filete dourado a rematar. Ficámos eu e ela satisfeitas :).
Quanto aos pratos em faiança Wedgwood têm uma orla moldada a fazer lembrar as orlas em pena (feather edge) ou em concha (shell edge) que tão populares foram em Inglaterra, a verde ou a azul, nos serviços de louça comum em creamware a partir do final do século XVIII. No entanto, as marcas destes pratos apontam já para o final do século XIX ou início do XX, sendo anteriores a 1908, data em que a Wedgwood generalizou o uso de Made in England nas suas marcas, segundo o site the potteries.org .
Na marca da chávena vemos os nome do motivo,"colonial sprays", que foi produzido entre 1974 e 1980, como louça comemorativa associada a Williamsburg, uma cidade americana do estado da Virgínia que teve proeminência na época colonial.
E agora, resta-me acrescentar que me vou associar às minhas parceiras do chá que são as amáveis e incansáveis anfitriãs semanais de Tea Time Tuesday e Tea Cup Tuesday, a Sandi, a Terri e a Martha (a Ruth de Tuesday Cuppa Tea não tem aparecido), embora desta vez traga uma chávena de café... que também posso usar para beber chá, claro ;)
I apologize to my English-speaking friends and visitors for not writing a bilingual text, but time has been scarce lately, and so I'll have to rely on Google Translator.




