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| Capa e contra-capa da brochura da exposição |
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| Retrato de Catarina de Bragança, atelier de Justus Sustermans (1587-1681) |
Desta vez vou-me centrar mais na pintura e mobiliário, mas também na porcelana europeia ali patente. Escolhi começar com um retrato da nossa Catarina de Bragança (1638-1705), a rainha consorte (com pouca sorte, aliás) do rei Carlos II de Inglaterra, cujo nome ficará sempre associado à difusão do chá na corte inglesa, hábito que terá levado da casa real portuguesa.
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| Porcelana chinesa decorada na Europa, final do século XVIII |
É do tempo em que ela reinou em Inglaterra a primeira porcelana decorada na Europa, porcelana que vinha da China decorada a azul sob o vidrado e que, chegada à Holanda, ou também a Londres, recebia decoração sobre o vidrado a vermelho ferro, dourado e por vezes verde, imitando a porcelana Imari decorada na China e no Japão. A este processo de decoração chamou-se "clobbered" como eu já referi num
post, a propósito de uma tacinha deste tipo.
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| O requinte dos móveis vindos do oriente com embutidos de madrepérola |
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| Caixas em charão para guardar o chá, com fechadura! |
Em ambientes europeus, a cerimónia de tomar chá a meio da tarde ganhou estatuto social e os serviços para chá estão entre as primeiras peças de porcelana fabricadas na Europa, mas também os de faiança, não faltando os serviços de prata a acompanhar.
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| Porcelana europeia sobre mesa portuguesa de pau-santo da 2ª metade do século XVIII |
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| Eduardo Viana, Interior, 1914 |
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| Bule Wedgwood em biscuit negro ou black basalt (1813-1815) |
Segundo texto do catálogo, este bule faz parte de um serviço comemorativo da batalha de Vitória que marcou o final da Guerra Peninsular, motivada pelas invasões napoleónicas em Portugal e Espanha.
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| Veloso Salgado, Juventude, 1923 |
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| Porcelana da Vista Alegre num modelo usado por toda a Europa no final do século XIX |
Nesta exposição, encontravam-se objetos de diversos materiais, predominando naturalmentemente os materiais cerâmicos. Mas, para além dos serviços em prata, havia chávenas e pires em tartaruga, em laca policromada e até em palhinha. Houve, no entanto, um material que não consegui ver na exposição: o esmalte.
Por isso, vou aqui acrescentar uma pequena taça e pires no chamado esmalte de Cantão e assim acabar o post com um toque pessoal, esperando que tenham gostado das imagens da exposição que selecionei para hoje.